Na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez comentários inadequados sobre a proibição do fumo em ambientes fechados. Esse tipo de declaração, que infelizmente é comum em conversas informais, pode prejudicar a condução das políticas de combate ao tabagismo, pois foram feitas pelo principal homem público do país. No que concerne especificamente à fala do presidente, entende-se que assumir, diante da imprensa, que mantém um hábito prejudicial à saúde só não é pior que defendê-lo, especialmente no exercício do cargo de principal líder do executivo brasileiro.Interessante –e triste – é notar a contradição entre as ações desenvolvidas pelo governo, principalmente através do Ministério da Saúde (MS), e as palavras do presidente. Entre outras ações, foi com Lula que o Brasil assinou a Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, da Organização Mundial da Saúde. Também foi em sua gestão que o MS reforçou as estratégias de prevenção, com campanhas mais incisivas e imagens mais fortes nos maços de cigarro. Em meio a avanços importantes, é preciso cuidado para que, por erros políticos, não haja retrocessos. Parece que, de forma inédita, avançamos na prática e regredimos na retórica, que de qualquer forma tem sua importância, principalmente no que diz respeito à educação dos cidadãos brasileiros.
Neste sentido, seria de grande valia um pedido público de desculpas pela forma inadequada de se expressar, por parte do presidente. Tal ação, que demonstra a grandeza pessoal de quem assume erros, serviria até para evitar que interesses políticos menores coloquem em risco a adoção de novas medidas para combate do tabagismo e, principalmente, a manutenção dos avanços já conquistados. Como presidente, Lula não deveria fumar em público - nem falar - o que bem entender.
Analice Gigliotti
Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas


A decisão foi tomada após congressistas democratas pedirem a ela nesta para sair da corrida e permitir a união do partido em torno de Obama, segundo um importante assessor de Hillary citado pelo "New York Times".Ainda correm boatos de que Hillary poderia entrar na chapa dos Democratas como vice de Obama, o primeiro negro com reais chances de ser eleito presidente dos Estados Unidos da América.



